17 de março de 2015 às 19:27

Massacre Verbal

Bia Oliveira

Por Bia Oliveira

Nos últimos tempos, o comportamento da população brasileira mudou. Em alguns aspectos, diria que para melhor. O brasileiro se mostra mais patriota, mais preocupado com os aspectos políticos, mais consciente dos seus direitos enquanto cidadão. Mas se de um lado observamos mudanças positivas, do outro vemos, de queixo caído, um retrocesso, com pessoas de todos os níveis sociais demonstrando atitudes grosseiras e usando palavras de baixo calão para atingir uma figura pública: a presidente da República, Dilma Rousseff.

Acessar as redes sociais, principalmente o facebook, tornou-se uma tortura. Os impropérios, piadas e imagens indecorosas mostram que a população não estava preparada para a democratização da comunicação. As redes sociais permitem ao homem não apenas acessar as informações, mas, também, ser partícipe desse processo, comentando, compartilhando, sugerindo. Porém, a grande maioria das pessoas usa as redes sociais de maneira equivocada, atropelando a boa educação. Não estamos aqui questionando se a presidente Dilma deve ou não perder o mandato, essa é uma questão política que deve ser resolvida dentro de um debate político, com a participação popular. As pessoas têm o direito de se levantar, de cobrar, mas não têm o direito de agredir moralmente a outra pessoa, quer seja ela presidente, deputada, gari, estudante ou dona de casa.

Há quem defenda que as ofensas nas redes sociais são contra a presidente e não contra a mulher, mãe e avó. Nós discordamos, aliás, não entendemos como alguém, principalmente mulheres, podem postar determinados comentários no face chamando a presidente Dilma de vadia, prostituta, vaca, além de frases como “vai tomar no c…”. Os palavrões que se espalham pelos quatro cantos do planeta, por meio das redes sociais, mostram que o nível de educação do nosso povo ainda está bem aquém do desejável.

Amigos, colegas, irmãos brancos, negros, católicos, evangélicos, espíritas, não podemos permitir que a intolerância conduza as nossas ações. É preciso entender que acima do cargo de presidente está o SER HUMANO, e esse ser é uma MULHER, uma mulher que tem sentimentos, que tem mãe, é mãe, avó, que é gente. Aos religiosos, “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a lei e os profetas.” – Mateus 7:12.

Protestar é direito de todos, ofender não. O homem não pode retroceder em sua evolução enquanto pessoa, só há avanço quando há respeito ao próximo.



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