10 de julho de 2017 às 14:49

Reportagem do Fantástico exibe vida pública e patrimonial do ex-ministro Geddel Vieira Lima

A Fazenda Tabajara II, em Itororó, tem 1027 hectares e está avaliada em 7,5 milhões

Uma reportagem do repórter da TV Bahia, José Raimundo, exibida pelo Fantástico, neste domingo, 09, mostrou a trajetória pública e patrimonial do ex-ministro Geddel Vieira Lima, ao longo de três décadas. Ele está preso no Presídio da Papuda, em Brasília, acusado de atrapalhar investigações e de ter recebido R$ 20 milhões em propina. No pedido de prisão, o MPF acusa Geddel de ser criminoso em série “serial criminal”.

O patrimônio de Geddel Vieira Lima é nada menos que 12 fazendas na Região Sudoeste da Bahia, que, hoje, totalizaria algo em torno de 67 milhões. No “pacote” de bens consta ainda casa na praia, avaliada em cerca de R$ 1,5 milhão, apartamento de luxo, R$ 2,5 milhões, carros de luxo, restaurante, entre outros bens acumulados por Geddel e declarados à Justiça Eleitoral por valores abaixo do valor real.

Mas a reportagem também exibiu a vida pública de Geddel Vieira e as acusações de desvio de recursos por onde ele passou.  Em 1984, quando diretor do Banco do Estado da Bahia (Baneb), foi acusado de desviar 3 milhões para favorecer parentes, e acabou perdendo o emprego. Em 2001, foi inocentado desse crime.

Em 1991, foi eleito deputado federal; em 1993, foi apontado como “Anão do Orçamento, grupo de deputados acusado de roubar os cofres públicos, sendo absolvido também dessa acusação.

Em 1995, começou a construir a carreira de Articulador Político, na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ganhando fama de truculento e falastrão. Na época, era um dos maiores críticos de Lula, mas de 2007 a 2010 tornou-se aliado do governo petista e assumiu o cargo de Ministro da Integração Nacional.

De 2011 a 2013, no Governo Dilma, foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal; em 2016, na gestão de Michel Temer, assumiu o cargo de Ministro da Secretaria de Governo. Ficou seis meses no cargo, saindo após ser acusado de pressionar o ex-Ministro da Cultura, Marcelo Calero, a liberar a construção de um prédio em área protegida em Salvador.

O advogado de Geddel,  Gamil Foppel,  alega que os bens foram comprados há muitos anos, e que são condizentes com o “status” de Geddel, e que as declarações atendem aos requisitos eleitorais e tributários, nunca tendo sido questionadas por algum desses  órgãos. Quanto à prisão, o advogado informou que está tentando a revogação da prisão ou suspensão por medidas cautelares.  Com informações do G1



Deixe seu Comentário