10 de maio de 2019 às 19:38

Mulheres conquistenses criam conta no instagram para denunciar casos de assédio

Objetivo do grupo é denunciar casos de abuso sexual

Com a conta @DIGANAOVCA, mulheres de Vitória da Conquista se mobilizaram no instagram para denunciar casos de abusos praticados, principalmente, por médicos ginecologistas da cidade. A conta já passa de 400 seguidores e há relatos em que aparece o nome de um profissional renomado no Município. Na conta há depoimentos sobre os constrangimentos vivenciados durante as consultas. Elas alegam que resolveram falar para evitar que outras mulheres sejam vítimas do abuso. Após a mobilização, novos casos de abusos envolvendo ginecologistas começaram a surgir.

Assédio sexual é definido no Art. 216 do Código Penal como o ato de “Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente de sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função”.

Considerado crime, o assédio sexual pode ter várias formas de comportamento, incluindo violência física e violência mental como coerção – forçar alguém a fazer o que não quer. Pode ter uma longa duração – a repetição de piadas ou trocadilhos de carácter sexual, convites constantes para sair ou inaceitável conversas de natureza sexual. Pode também ser apenas um único acidente – tocar ou apalpar alguém, de forma inapropriada, ou até abuso sexual e violação.

Veja relato de uma seguidora na conta:

Desabafo mostra constrangimento com o ocorrido

Seguidora teme que a conta saia do ar

Agora a maior preocupação é que a conta seja denunciada e retirada do ar por se tratar de denúncias fortes, mas elas esperam contar com o apoio de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), União de Mulheres, Delegacia da Mulher e outras instituições que possam dar apoio social e psicológico às vítimas de abuso sexual. “Nosso objetivo é lutar para sermos respeitadas, porque não é justo que em pleno século 21 ainda tenhamos que lidar com situações deprimentes como essa”, disse uma delas.

Por: Bia Oliveira e Matheus Montserrat

 

 



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