16 de novembro de 2018 às 0:13

Militante do Grupo LGBT assassinada em Vitória da Conquista gera comoção social

Causa e autores da morte de Raphaela estão sendo investigados pela Polícia Civil

É grande a comoção nas redes sociais pela morte da travesti Raphaella Souza, de 32 anos, assassinada na noite de quarta-feira (14), no Conjunto habitacional Pau Brasil, Bairro Miro Cairo. Ela era assistente social, cabeleireira, integrante do Conselho Estadual dos Direitos da População de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CELGBT) e representante do Coletivo Finas, de Vitória da Conquista. Chegou a atuar na coordenação de Políticas de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos da Prefeitura Municipal, na gestão do ex-prefeito Guilherme Menezes.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Raphaela lutando, como sempre fazia, contra o grande número de homicídios e crimes contra travestis na Bahia e no Brasil.

Esse é o segundo homicídio de travesti registrado nos últimos dias, em Conquista. No último dia 07, um travesti identificado por “Elizeu” foi assassinado no Anel Rodoviário, e um outro foi atingido, mas conseguiu sobreviver.

A Coordenação Municipal de Políticas de Promoção da Cidadania e Direitos de LGBT lamentou as mortes de Raphaela Souza e de Elisângela (Eliseu).

Em nota, a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) do estado também repudiou o crime e prestou sentimentos aos amigos e familiares da vítima.

“Dedicava os seus dias ao combate à intolerância e ao desrespeito. Lutava pela construção de espaços que respeitem as pessoas em sua essência, livres da transfobia e de todos os tipos de preconceito e discriminação. A luta de Raphaella não será vã, permaneceremos na busca por uma sociedade mais igual, que respeite as pessoas, a diversidade e os direitos humanos”, diz parte do comunicado.

Nas redes sociais, amigos se mobilizaram para arrecadar recursos para o funeral de Rapha. também são muitas as mensagens de pesar pela morte da travesti, pessoa carismática e muito querida em Vitória da Conquista. “Raphaela Souza, sua luta nunca terá sido em vão!”, escreveu um amigo. “A dor e a impotência me fazem calar diante do frio assassinato de Raphaela Souza. Até quando Brasil?”, disse outra amiga. “Flutue, amiga! Seu legado de amor e respeito será honrado”, escreveu.



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