20 de outubro de 2017 às 16:46

Justiça dos EUA libera primeira imagem do brumadense Cleber Rizério preso por envolvimento com a Telexfree

Rizério foi preso em 5 de janeiro, após ser flagrado com US$ 17 milhões escondidos em um colchão

Depois de revelar um dos maiores esquemas de pirâmide nos Estados Unidos, brasileiro confessou a sua participação no crime. Cléber Rene Rizério Rocha, natural da cidade de Brumado, no sertão baiano, teria ajudado as autoridades americanas a encontrarem US$ 17 milhões escondidos debaixo de um colchão, assumiu nesta quinta-feira (19) sua tentativa de lavagem do dinheiro relacionado ao esquema.

Acusado pelos procuradores de tentar ajudar a retirar do país o dinheiro que um co-fundador da TelexFree Inc deixou durante a sua fuga das fronteiras americanas, o homem de 28 anos teria assumido a culpa em um tribunal federal de Boston. Além de confessar o seu envolvimento na lavagem do dinheiro, ele admitiu as acusações de conspiração. Para cada crime é prevista uma pena de até 20 anos de prisão. A foto acima foi a primeira liberada pela Justiça dos EUA após a prisão em flagrante de Cléber.

Dinheiro seria de Carlos Wanzeler, criador da pirâmide Telexfree

Mas por sua cooperação com as investigações os procuradores norte-americanos recomendaram a redução na sentença de Cléber Rocha para 40 meses. A decisão deve ser divulgada ainda este ano, em 7 de dezembro. Após cumprir sua sentença ele será deportado e nunca mais poderá entrar nos EUA legalmente. 

Entenda o caso

A polícia americana chegou até o imigrante através de uma investigação sobre a empresa TelexFree, do ramo de telefonia via internet, fundada por um americano, James Merrill, e pelo brasileiro Carlos Wanzeler. Segundo os procuradores, tratava-se de um esquema de pirâmide que gerava uma receita irrisória pela venda dos serviços, mas recebia milhões de dólares de clientes que pagavam para atuar como promotores e publicar anúncios nas redes sociais sobre a empresa. Falida em 2014, a companhia teria infligindo mais de US$ 3 bilhões de prejuízos a quase 1,89 milhão de pessoas no mundo inteiro.

Merril, o sócio americano, foi preso em 2014, condenado a seis anos de prisão pelos mesmos crimes de Rocha (com pena reduzida também por sua cooperação nas investigações). Já o co-fundador brasileiro, Carlos Wanzeler, fugiu para o Brasil e deixou nos Estados Unidos dezenas de milhões de dólares lavados das contas da empresa. Era parte deste montante que Cléber Rocha tentava resgatar.

 

 



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