24 de maio de 2013 às 11:03

Bahia perde R$ 4 bilhões com a seca

Os efeitos da seca que já perdura por dois anos no Nordeste trouxe somente para a Bahia um prejuízo de R$ 4 bilhões em 2012. Os transtornos são imensos e essa já é considerada a pior seca em 50 anos.

Dados do IBGE divulgados na imprensa estimam perdas superiores a R$ R$ 6,8 bilhões na produção e perda de quase 5 milhões de cabeças de gado entre 2011 e 2012. O órgão também aponta redução de 16,3% no rebanho Nordestino de 29,6 milhões de cabeças em 2011.

Na próxima terça-feira, 28, a Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia vai divulgar a primeira projeção com o prejuízo causado pela seca nas principais culturas baianas, em 2012.

O número, segundo antecipa a entidade, ultrapassa os R$ 4 bilhões. A entidade disse por meio da assessoria que, no estudo realizado pela assessoria econômica da FAEB, foram comparados os dados das principais atividades da agropecuária baiana com 2011, como bovinocultura de corte e leite; caprinovinocultura; frutas; cereais e grãos.

“O objetivo da Faeb é, mais uma vez, chamar a atenção para a dimensão trágica desta seca que há três anos atinge a Bahia, e que, sem dúvida alguma, é o maior problema social, econômico e ambiental que o estado passa neste momento”, explicou o presidente da Faeb, João Martins.

A assessoria ressaltou que, apesar de a longa estiagem atingir principalmente o semiárido da Bahia, os impactos foram sentidos em todos os biomas do Estado, gerando reflexos também no Extremo Sul, no Oeste e até mesmo na região cacaueira.

O fato, de acordo com a entidade, de tão extremo, classifica a seca ainda vivenciada pelo povo nordestino como uma das maiores seca da história, e os prejuízos econômicos ainda serão piores quando computados a perda do dinamismo do comércio, a redução na área de serviços, como logística, o impacto negativo na renda nos municípios devido ao alto índice de desemprego, além do êxodo rural, segundo a própria entidade.

Prefeituras sentem efeitos da estiagem

O município de Iramaia, situada na região da Chapada, com 11,8 mil habitantes contabilizou prejuízos incalculáveis, com perda total na cultura do café e morte de 80% do rebanho.

Como Iramaia, mais 200 municípios baianos tem vivido essa dura realidade segundo dados da Confederação Nacional dos Municípios, CNM.

Ainda de acordo com cálculos da CNM, a seca causa prejuízos mensais acima de R$ 100 mil a 63% das cidades baianas que sofrem com os efeitos da seca. A entidade estima que, só em 2013, a estiagem já maltratou a população de 1.415 municípios nordestinos e calcula que mais de 1.046 municípios estejam em Situação de Emergência na região do Nordeste, totalizando 22% das cidades brasileiras.

A CNM avalia que mais de 22 milhões de pessoas tenham sido afetadas pelos efeitos da seca e pelo menos 10 milhões passam por problemas como a falta de água, a perda do rebanho e o desemprego.

Tribuna da Bahia



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