26 de junho de 2018 às 18:26

Após se apresentar em Itabuna, pastor Edimar será recambiado para Vitória da Conquista

Acusado já planejava abrir uma nova igreja

O “pastor” Edimar da Silva Brito, 39 anos, resolveu se entregar à polícia, na tarde desta segunda-feira (25), depois de intensa ‘caçada’ contra ele após a justiça de Vitória da Conquista decretar a prisão.

Conforme apurado pelo Sudoeste Digital, ele estaria escondido na região de Itapetinga, mas decidiu se apresentar numa delegacia de Itabuna por orientação do advogado. Ele deverá ser recambiado para Vitória da Conquista, sob forte aparato policial, nas próximas horas. Edimar e seus comparsas, Fábio de Jesus Santos, 36, e o vigilante Adriano Silva dos Santos, 38, são acusados da morte da pastora Marcilene Oliveira Sampaio, 38, e a prima dela, Ana Cristina Santos Sampaio, 37, mortas a pedradas.

Na primeira vez em que foi preso, logo após os crimes, Edimar conseguiu ficar escondido pouco tempo. Foram sete dias de diligências contínuas, sendo que no dia da prisão, a equipe do delegado Marcus Vinicius saiu de Conquista às três da madrugada e voltou à meia-noite, após rodar 832 km.

Fábio, que também teve a prisão decretada, chegou a ser preso semana passada mas foi novamente colocado em liberdade graças a um habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça da Bahia.

Marcilene também era professora universitária no campus da Universidade Estadual da Bahia (Uneb) de Brumado (vizinha a Conquista) e bastante conhecida no meio acadêmico.

O duplo homicídio ocorreu em 19 de janeiro de 2016 por motivo de vingança contra a pastora, segundo apuração da Polícia Civil e do Ministério Público da Bahia (MP-BA). Marcilene e Edimar eram de uma mesma igreja, mas se desentenderam e a pastora saiu, levando com ela vários fiéis, o que resultou em perda de receita financeira para Edimar. //Sudoeste Digital



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