Amamentação: 57% dos bebês acompanhados pelo SUS receberam leite materno exclusivo. Em Connquista, 365 já foram beneficiados em 2026
Amamentar pode ser uma experiência cercada de afeto, mas também de dúvidas, inseguranças e desafios. Para muitas mães, ter informação, acolhimento e apoio no momento certo pode fazer toda a diferença.
No Brasil, 57% dos bebês de até seis meses acompanhados pela Atenção Primária à Saúde do SUS receberam aleitamento materno exclusivo em 2025, segundo dados do Ministério da Saúde registrados no Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan).
O índice se aproxima da recomendação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde de que o bebê seja alimentado exclusivamente com leite materno até os seis meses. Depois desse período, inicia-se a alimentação complementar, mantendo-se a amamentação até os dois anos ou mais.
Mas um dado nacional sempre provoca uma pergunta quando olhamos para perto: E como essa realidade é vivida em Vitória da Conquista?

O Banco de Leite do Hospital Esaú Matos atua orientando mães, apoiando mulheres que amamentam, recebendo doações e ajudando a alimentar bebês que precisam
Na cidade, o Banco de Leite Humano do Hospital Municipal Esaú Matos oferece orientação e apoio às mulheres que amamentam e recebe doações de leite materno destinado a bebês que precisam desse alimento. Os números ajudam a dimensionar esse trabalho.
365 bebês beneficiados em sete meses
Entre janeiro e julho de 2026, o Banco de Leite realizou 19.710 atendimentos individuais e 1.537 atendimentos em grupo.
No mesmo período, 923 mulheres foram cadastradas como doadoras, contribuindo para a coleta de 549,5 litros de leite materno.
Desse volume, 483,5 litros foram distribuídos, beneficiando 365 bebês.
Por trás desses números existem histórias.
Pode ser uma mãe que chegou ao serviço com dúvidas sobre a amamentação, uma mulher que precisava de orientação diante de alguma dificuldade ou uma doadora que decidiu compartilhar o próprio leite com um bebê que ela sequer conhece. É justamente aí que os números deixam de ser apenas estatísticas.
O atendimento também chega às casas das doadoras
O trabalho do Banco de Leite ultrapassa as portas do hospital. Nos primeiros sete meses de 2026, foram realizados 2.376 atendimentos domiciliares por meio da rota de coleta. A iniciativa facilita a participação de mulheres que desejam doar leite, mas nem sempre conseguem se deslocar até o Banco de Leite.
É uma logística que aproxima o serviço das doadoras e ajuda a manter o abastecimento necessário para atender os bebês que dependem do leite humano doado.
Números de 2026 já chamam atenção
A dimensão do trabalho fica ainda mais evidente quando os dados deste ano são comparados aos resultados de 2025.
Durante todo o ano passado, o Banco de Leite registrou:
– 36.385 atendimentos individuais;
– 3.075 atendimentos em grupo;
– 1.526 doadoras;
– 1.065,5 litros de leite coletados;
– 876,5 litros distribuídos;
– 433 bebês receptores;
– 4.002 atendimentos domiciliares.
Em apenas sete meses de 2026, o serviço já cadastrou 923 doadoras, o equivalente a cerca de 60% do total registrado em todo o ano anterior.
O número de bebês beneficiados também chama atenção: 365 crianças já receberam leite distribuído pelo Banco de Leite em 2026, diante de 433 durante todo o ano de 2025.
Os dados, portanto, não contam apenas uma história de volume. Revelam uma rede que envolve mulheres dispostas a doar, mães que precisam de orientação, profissionais responsáveis pelo atendimento e bebês que necessitam do leite humano para sua alimentação.
Amamentar também é ter apoio
Existe uma imagem muitas vezes romantizada da amamentação: mãe e bebê em um momento naturalmente tranquilo. Na vida real, porém, podem surgir dificuldades com a pega, posição, produção de leite, dor, insegurança e tantas outras situações.
Por isso, promover o aleitamento materno não significa apenas dizer que “amamentar é importante”. Significa também garantir que a mulher tenha informação, acompanhamento e acolhimento quando precisar.
É nesse espaço que o Banco de Leite atua: orientando mães, apoiando mulheres que amamentam, recebendo doações e ajudando a alimentar bebês que precisam.
Uma corrente que começa com uma mãe
Uma mulher que doa leite talvez nunca conheça o bebê que vai recebê-lo. Ainda assim, seu gesto pode chegar a uma criança que, naquele momento, precisa exatamente daquele alimento. É uma corrente silenciosa formada por mães, doadoras, profissionais de saúde, famílias e bebês.
Em Vitória da Conquista, os números ajudam a revelar o tamanho dessa corrente: 923 mulheres já se cadastraram como doadoras e 365 bebês foram beneficiados somente nos primeiros sete meses de 2026.
Por trás de cada número existe uma história. O que o dado nacional nos ensina? Os 57% registrados pelo SUS mostram que o aleitamento materno exclusivo está presente na rotina de uma parcela significativa dos bebês acompanhados pela rede pública.
Mas olhar para Vitória da Conquista ajuda a compreender que promover a amamentação vai muito além da recomendação para que as mães amamentem. É preciso existir uma rede capaz de apoiar essa escolha quando surgem as dificuldades: informação, acompanhamento, profissionais preparados, acolhimento, doação e solidariedade. É quando uma notícia nacional encontra a realidade local que o número ganha outro significado.
Brasil: 57% dos bebês acompanhados pelo SUS receberam aleitamento materno exclusivo em 2025.
Vitória da Conquista: 923 doadoras e 365 bebês beneficiados pelo Banco de Leite nos primeiros sete meses de 2026.
E, por trás desses números, estão mulheres que amamentam, mulheres que doam, mães que recebem ajuda e bebês que recebem cuidado.
SERVIÇO
Banco de Leite Humano do Hospital Municipal Esaú Matos
📍 Avenida Macaúbas, nº 100, bairro Kadija — Vitória da Conquista
🕐 Atendimento: segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h.
📱 WhatsApp: (77) 99898-9005
O serviço oferece orientação sobre amamentação e informações para mulheres interessadas em doar leite materno.





