19 de julho de 2019 às 14:29

Tratamento inédito para diabetes será realizado na Bahia pelo SUS

Mais der 80% dos pacientes com diabetes 2 estão acima do peso

Um encontro realizado na última terça-feira, 16, entre o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, e o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), o médico baiano Marcos Leão, discutiu estratégias para melhorar os indicadores de cirurgia bariátrica e metabólica no estado. Na reunião, foi decidido que o Hospital Metropolitano de Lauro de Freitas, a ser inaugurado em dezembro deste ano, irá realizar 120 cirurgias metabólicas por ano para o tratamento de Diabetes Tipo 2, através do Sistema Único de Saúde (SUS).

O encontro tinha o objetivo de discutir alternativas para melhorar o baixo número de cirurgias bariátricas realizadas no estado pelo SUS e tentar implementar a cirurgia metabólica para pacientes com Diabetes mellitus Tipo 2 (DMT2). A obesidade é um fator que contribui para o desenvolvimento do diabetes e dados da SBCBM apontam que mais de 80% dos pacientes com a doença estão acima do peso. Assim, segundo o presidente Sociedade Baiana, o procedimento controla o peso, a glicemia, a dislipidemia e a pressão arterial.

Dados do DATASUS apontam que a Bahia apresenta um dos mais baixos números de cirurgias bariátricas no país. Segundo as estatísticas, em 2018 foram realizadas apenas 23 cirurgias. “A Bahia tem uma prevalência de obesidade de aproximadamente 20%, o que dá mais de 3 milhões de obesos no estado. Desses, calcula-se que quase 300 mil pessoas sejam elegíveis para a cirurgia, ou seja, apresentam critérios clínicos para serem operados”, acrescenta Marcos Leão.

O cirurgião baiano ainda chama atenção para o fato de que cerca de 20% da população do estado tem acesso a algum plano de saúde. “Imagine a quantidade de gente que não consegue acesso ao único tratamento eficaz para a obesidade grave disponível no mundo”, questiona. //A Tarde



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