11 de julho de 2018 às 17:20

Servidores municipais protestam em frente ao prédio da Prefeitura de Conquista

Movimento em frente à prefeitura reuniu diversas categorias

Um ato público em protesto contra atraso de salários e ausência de reajuste salarial reuniu centena de servidores municipais em frente ao prédio da Prefeitura de Conquista, na manhã desta quarta-feira (11). Em nota a Prefeitura disse estar em negociação com a categoria e que não há atraso de salários.

Também em campanha salarial, os profissionais em educação, liderados pelo Sindicato do Magistério Municipal Público (SIMMP), ocuparam o plenário da Câmara de Vereadores para pedir apoio e informar aos parlamentares e ao público os rumos das negociações e os próximos passos.

Os servidores também ocuparam o plenário da Câmara Municipal

Na terça-feira (10), eles realizaram assembleia para discutir os rumos da Campanha Salarial 2018, cujas negociações com a Prefeitura permanecem sem avanço desde março deste ano. Com isso, profissionais da educação, agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias e demais funcionários públicos não descartam uma greve geral nos próximos dias.

Diante do impasse com o governo municipal, que insiste em oferecer 2,7% de reajuste – e com os servidores sustentando que o percentual está abaixo do repasse do Fundeb, de 6,81%, a greve em julho é quase certa, o que irá prejudicar o ano letivo de mais de 41 mil alunos do ensino médio e crianças em creches.

Uma decisão sobre a greve geral pode sair da próxima assembleia, quarta-feira, dia 18. “É válido ressaltar que o valor está muito abaixo do repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que é de 6,81% para 2018, e que já ocorreu desde janeiro”, responde o sindicato.

A categoria abrange cerca de 1.700 profissionais em educação que trabalham em 184 escolas municipais e 28 creches em Conquista. Em entrevista, a presidente do SIMMP, Ana Cristina Novais, afirmou que, um repasse salarial abaixo do valor que é proposto e garantido através do Fundeb é uma tentativa de quebra da tabela do profissional da educação.

“Essa recomposição de 2,7% não atende a categoria, sendo um desmonte de carreira do profissional da educação. Nós reivindicamos o repasse do Fundeb mais o ganho real, principalmente porque nossa tabela não atende mais às expectativas de formação da categoria, composta por apenas dois níveis”, enfatizou a presidente.

Além do SIMMP, os protestos reuniram servidores ligados ao Sinserv e Sindacs (Sindicato de Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate as Endemias da Bahia). A presidente do Sindacs, Rita Suzana França Silva, também reclamou da falta de avanço na última rodada de negociações. “O Governo nos ofereceu 2,76% de reajuste salarial e 5% de vale-alimentação”.

A diretoria do Sinserv afirmou que a categoria também não aceitou a proposta da Prefeitura. //Sudoeste Digital

 



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