14 de junho de 2019 às 14:03

Greve geral: paralisação desta sexta-feira atinge ônibus e metrô

Greve atinge ônibus e metrô nas grandes capitais.

Centrais sindicais de todo o País estão convocando para esta sexta-feira, 14, uma greve geral, que deve afetar o funcionamento de serviços de transportes, escolas e órgãos públicos e privados. Confira o que terá funcionamento normal e o que ficará fechado neste dia de paralisação. 

Transporte público

Apesar de Metrô e SPTrans terem conseguido liminares para manter a operação durante a paralisação contra a reforma da Previdência, os sindicatos dos funcionários que trabalham em ônibus e metrô na capital paulista confirmaram adesão à greve. Já os trens da CPTM devem funcionar de maneira normal.

Após realização de assembleia no início da noite desta quinta-feira, os metroviários de São Paulo decidiram que vão paralisar os serviços. “Vamos parar tudo. A partir da meia-noite, já não vamos trabalhar”, disse ao Estado Wagner Fajardo, diretor do Sindicato dos Metroviários.

Sobre as liminares da Justiça, ele afirma que “ainda estamos no prazo para contestar na Justiça, mas consideramos que essa decisão não se aplica, porque é um protesto nacional, não só dos metroviários. Não é por uma reinvidação só da nossa causa, a Justiça não tem como mediar isso, estão tirando nosso direito de greve.”

A ViaQuatro e a ViaMobilidade, concessionárias responsáveis pela operação e manutenção das linhas 4-Amarela e 5-Lilás, respectivamente, informaram em nota que suas operações para o dia 14 de junho permanecem inalteradas.

Segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM), a Justiça determinou que o Metrô mantenha 100% do quadro de funcionários nos horários de pico e 80% no restante do dia e na CPTM, 100% do quadro de servidores em todo o horário de operação.

Em entrevista à Rádio Eldorado, o secretário de Transportes Metropolitano do Estado de São Paulo, Alexandre Baldy, disse que em caso de descumprimento das liminares, os sindicatos das categorias serão multados.

O Metrô de São Paulo afirmou, por meio de nota, que não concorda com a decisão de paralisação anunciada pelo Sindicato dos Metroviários e disse que “está tomando todas as medidas para minimizar o impacto para os mais de 5 milhões de passageiros diários”.

De acordo com a companhia, uma “plano de contingência será colocado em prática conforme os metroviários se apresentarem para trabalhar. Durante a madrugada, serão definidos os trechos e estações das linhas que vão operar”.

Na nota, o Metrô cita a decisão da Justiça que determinou que o serviço funcione com pelo menos 80% da capacidade nos horários de pico. “Os trabalhadores serão penalizados caso a decisão não seja respeitada. O movimento político, contra a reforma da previdência, prejudica milhões de pessoas em São Paulo”, disse a companhia na nota.

Ônibus

Já o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo decidiu em assembleia aderir somente no início da manhã de sexta-feira à greve. Os ônibus ficarão retidos nas garagens ao longo da madrugada – em geral os carros começam a seguir para os terminais a partir de 2h30. Às 5h começarão a ser feitas assembleias nas garagens e, na sequência, os ônibus começam a ser liberados, dependendo do tempo que levar cada reunião.

Valmir Santana, presidente do Sindmotoristas, disse ao Estado que acredita que até às 6h os ônibus todos já deverão estar saindo das garagens. Para os passageiros, porém, ele acredita que a situação só vai se normalizar totalmente por volta de 8h. Segundo Santana, ao longo do dia o sindicato vai avaliar o movimento em todo o País para decidir se poderá haverá outra paralisação no final da tarde.

Poupatempo

A instituição estadual Poupatempo não sofrerá nenhuma alteração e funcionará normalmente, de acordo com a assessoria de comunicação do serviço.

Hospitais públicos

As secretarias municipal e estadual confirmaram que não haverá nenhuma alteração de funcionamento por causa da greve convocada.

Rodízio municipal está mantido

A Prefeitura de São Paulo chegou a informar nesta quinta-feira, 13, que o rodízio de veículos seria suspenso, mas divulgou nota às 17h09 voltando atrás em sua decisão. A administração Bruno Covas (PSDB) decidiu manter o rodízio e disse que vai monitorar a situação do trânsito durante todo o dia.  Também está mantida a Zona Máxima de Restrição a Fretados e as regras de utilização da Zona Azul em toda a cidade de São Paulo.

Repartições municipais

A Prefeitura de São Paulo confirmou também que todas as repartições municipais estarão funcionando normalmente nesta sexta-feira, 14. O que vai ocorrer é um monitoramento dos locais para se saber se as pessoas conseguiram chegar aos respectivos postos de trabalho.

Aplicativo de transporte

O aplicativo de transportes 99 disse que nesta sexta-feira, 14, “adotará medidas para amenizar possíveis impactos ao passageiro”, como “definição de um teto no preço variável em cidades de todo o país” a fim de evitar preços atípicos. A Uber informou que não vai fazer nenhuma ação específica por causa da greve.

Escolas

Os sindicatos dos professores das redes de ensino municipal, estadual e particular decidiram aderir ao movimento. Ao menos 33 colégios particulares de São Paulo vão ter as atividades suspensas ou interrompidas parcialmente nesta sexta-feira, 14, em adesão à greve geral contra a reforma da Previdência. Em assembleia, professores e estudantes dessas unidades aprovaram a participação na paralisação.

Segundo o Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), entre os colégios que já aprovaram a greve estão o Equipe, Oswald de Andrade, Notre Dame, Escola da Vila, São Domingos, Vera Cruz e Santa Cruz. Em alguns deles, as atividades só serão suspensas em um período ou para alguma etapa de ensino.

O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp), porém, repudiou a paralisação dos professores da rede particular e destacou que apoia a reforma da Previdência. “Não somos favoráveis à referida paralisação. Assim, orientamos a todas as escolas no Estado de São Paulo, que as atividades escolares transcorram normalmente no próximo dia 14, sem o abono às eventuais faltas ocorridas”, diz o sindicato em nota.

Veja lista preliminar de escolas particulares que aderiu à greve:

A adesão à greve geral foi decidida em assembleia da categoria no SinproSP, dia 1º de junho.

  • Alecrim
  • Anglo 21
  • Arco
  • Areté
  • Arquidiocesano
  • Arraial das Cores
  • Bakhita
  • Casa de Aprendizagens
  • Criarte
  • Divina Pastora
  • Equipe
  • Escola da Vila
  • Educação Infantil Saúde (parcial)
  • Espaço Brincar
  • Externato Aldeia
  • Fazendo Arte
  • Friburgo
  • Garcia Yago
  • Giordano Bruno
  • Gracinha
  • Hugo Sarmento
  • Invenções
  • Ítaca
  • Lycée Pasteur
  • Maria Boscovitch
  • Meu Castelinho (Educação infantil – Itaim Bibi)
  • Micael Waldorf
  • Monte Castelo
  • Notre Dame
  • Ofélia Fonseca
  • Oswald de Andrade
  • Politeia
  • Pré-escola Quintal do João Menino
  • PUC/SP
  • Rainha da Paz
  • Recreio
  • Santa Clara (parcial)
  • Santa Cruz (parcial)
  • Santi
  • São Domingos
  • Teia Multicultural
  • Vera Cruz
  • Viva
  • Waldorf São Francisco

Bancos

De acordo com a presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, Juvandia Moreira, os bancários já fizeram assembleia e aprovaram a paralisação. “Vão aderir massivamente, no Brasil inteiro”, diz.

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, que também é presidente da Sindicato dos Comerciários de São Paulo, afirmou que o setor dos comerciários também mantém a greve.

Bicicletas

O banco Itaú anunciou que as bicicletas compartilhadas do Bike Itaú, presentes em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador e Recife, estarão à disposição gratuitamente nesta sexta-feira. Em nota, o banco diz que “o desconto tem o objetivo de garantir que as pessoas consigam se locomover, mesmo com a paralisação programada.”

Para usar as bicicletas é necessário fazer cadastro no site ou aplicativo do serviço, selecionar a opção de plano diário e inserir o código VADEBIKE, para a gratuidade.

//estadão



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