20 de agosto de 2018 às 1:14

Delegado pede exumação do corpo de criança que morreu antes da mãe e da irmã em Maragogipe

Polícia investiga possibilidade de envenenamento

O delegado Marcos Veloso, que acompanha o caso da mulher e das duas filhas dela, uma de 2 e outra de 5 anos, que morreram em menos de 15 dias após sentirem um mal-estar com sintomas parecidos, na cidade de Maragogipe, no recôncavo da Bahia, solicitou na sexta-feira (17) a exumação do corpo de Greicy Kelly, a primeira criança a morrer e que acabou sendo enterrada por “morte natural”.

Segundo informações da Polícia Civil, o pedido de exumação do corpo da criança depende de uma decisão da Justiça. As vítimas morreram após mal-estar com sintomas parecidos. A médica do Departamento de Polícia Técnica (DPT) solicitou novos testes, pois não considerou o resultado suficiente para atestar a causa das mortes.
A Polícia Civil investiga se um líquido e um chocolate podem ter provocado a morte das vítimas. O material foi encontrado na casa da família.

Elas moravam no distrito de Nagé. O único sobrevivente da casa é o marido da vítima e pai das crianças, identificado como Jeferson Brandão, que deixou o imóvel após o caso. Ele já foi ouvido pela polícia. De acordo com o delegado Marcos Veloso, o homem estava abalado e negou envolvimento nas mortes.

Os materiais apreendidos na residência foram encaminhados para perícia no Departamento de Polícia Técnica (DPT), em Santo Amaro, na mesma região do estado. O laudo cadavérico das vítimas também é esperado.

Mortes

De acordo com a polícia, a primeira vítima foi Greicy Kelly Santos da Conceição, de 5 anos. Ela passou mal no dia 30 de julho e chegou a ser levada para o um hospital na cidade de São Félix, ao lado de Maragogipe, mas não resistiu.

Em seguida, no dia 6 de agosto, a irmã dela, Ruth Santos da Conceição, de 2 anos, também passou mal. No dia 13 de agosto, a mãe das meninas, Adriane Ribeiro Santana Santos, também teve um mal-estar. As duas foram levadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Maragogipe, mas também não resistiram.

Segundo os dois médicos que atenderam a família, as vítimas salivavam muito e apresentavam um quadro de hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue) quando chegaram às unidades de saúde. Todos os três casos ocorreram em segundas-feiras seguidas.

Na tarde do dia 14 de julho, Adriane Ribeiro foi enterrada. O sepultamento foi realizado no povoado de Nagé. Durante a cerimônia, o marido dela passou mal. Ele foi socorrido e levado para a UPA de Maragogipe, onde foi atendido e, em seguida, liberado.



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