31 de outubro de 2017 às 1:40

Corpo de jovem morta em briga de casal é trasladado para Boquira, no Sudoeste baiano

Andressa passava o final de semana com os amigos

Foi trasladado para Boquira, no Sudoeste da Bahia, o corpo da jovem Andressa Silva Gouveia, de 22 anos, morta com um tiro durante a briga de um casal de amigos, na noite do último sábado (28), em Mongaguá, litoral sul de São Paulo. O clima em sua cidade natal é de profunda consternação e perplexidade. Andressa estava fazendo faculdade em São Paulo, orientada pela mãe. E nas horas vagas, cuidava das crianças de uma amiga que conheceu naquele estado.

Andressa passava o final de semana com os amigos

A autora do disparo, Zilma Rodrigues, está foragida

Antes da tragédia, Andressa havia confidenciado à mãe o desejo de retornar à Bahia, pois não havia se adaptado à nova realidade paulistana. “Há um mês, ela pediu para voltar para a nossa cidade, Boquira, na Bahia, e eu não deixei. Queria que ela terminasse o curso. E olha o que aconteceu”, desabafou Ana Maria, logo após liberar o corpo da filha no Instituto Médico Legal (IML) de Praia Grande (SP). O corpo da jovem chegou a Boquira na noite desta segunda-feira (30), e o enterro acontece nesta terça (31), no cemitério do município.

Crime chocou São Paulo

Andressa foi morta com um tiro durante briga de um casal de amigos, na noite do último sábado (28), em Mongaguá, litoral sul de São Paulo. Zilma Rodrigues do Amaral sacou o revólver no quintal da casa e mirou o marido, Alexandre Antonio dos Santos, quando baleou a estudante de pedagogia Andressa Silva Gouveia. Zilma e Alexandre tinham um relacionamento conturbado, segundo testemunhas. O casal, no dia do crime, teve mais uma crise. O episódio em questão, por ser recorrente, não chamou a atenção dos convidados que passavam o fim de semana em uma casa alugada no Balneário Vila Seabra, na cidade do litoral de SP.

O incidente aconteceu por volta das 21h30 na piscina de uma casa alugada por casais de amigos. As pessoas conversavam no quintal da casa quando Zilma e Alexandre, ambos de 38 anos, começaram a discutir. Ninguém deu atenção para a briga até que a mulher tirou um revólver da bolsa e tentou matar o companheiro. O tiro, no entanto, acertou o peito de Andressa, que estava sentada em uma cadeira perto dos outros turistas, incluindo a filha do casal. Ao UOL, o delegado do caso, Marcos Roberto da Silva, confirmou a informação de que Zilma ainda está foragida. Ela responderá por homicídio doloso, com intenção de matar. “A tentativa de assassinar o companheiro foi intencional, o que houve é que ela acertou outra pessoa. Então ela não responderá por um acidente, mas pela intenção de matar.”

De acordo com o delegado, Andressa não era amiga íntima de Zilma. “Nem todos na casa eram próximos”, contou o delegado, que ainda procura a suspeita, foragida desde o dia do crime. Alexandre, no entanto, já prestou depoimento. Alvo e companheiro de 12 anos de Zilma, o marido negou em depoimento à polícia ser o dono da arma usada no crime. Às autoridades, ele afirmou desconhecer as motivações da companheira. “Ele disse que a arma não era dele, que ela chegou de repente com o revólver e atirou”, contou o delegado. “A arma era pequena e também está desaparecida.”

Alexandre afirma que logo depois do tiro, um dos turistas imobilizou Zilma e arrancou a arma de sua mão. A pistola, então, teria sido jogada para de baixo da pia de uma churrasqueira. Enquanto isso, Zilma fugia pelo portão principal e Andressa era levada para o pronto-socorro de Mongaguá no carro da atiradora. “Agora estamos investigando quem levou a arma.” O delegado contou que o casal e Andressa, embora não fossem íntimos, “frequentavam o mesmo hall de amizade”. “São todos de Diadema, no ABC. Eles faziam confraternização entre casais, embora alguns tivessem mais amizade com uns do que com outros”, conta. Sobre o casal, ouviu das testemunhas que “era muito comum que brigasse”, o que teria minimizado a importância da discussão que antecedeu o crime. Depois de confirmada a morte da jovem no pronto-socorro, o corpo foi encaminhado para perícia no IML (Instituto Médico Legal) de Praia Grande. // Blog do Marcelo



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