20 de maio de 2018 às 23:34

Caminhoneiros da Bahia aderem paralisação nacional nesta segunda-feira (21)

Caminhoneiros querem redução no preço do combustível

Nesta segunda-feira (21), quem for trafegar pelas rodovias que cortam a Bahia podem ter dificuldades, pois os caminhoneiros vão fazer uma paralisação geral nacional. A Associação Brasileira de Caminhoneiros (ABCam) cobra do governo federal medidas para mitigar o impacto do aumento do diesel, como a isenção de tributos.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, um dos líderes do movimento na Bahia, o caminhoneiro Salvador Carneiro (Dodó), afirma que todas as BRs do país vão estar com problema de trafegabilidade. “Nós caminhoneiros de todo o Brasil vamos parar mesmo. Segunda-feira, nós não vamos rodar mesmo, até que o governo Michel temer venha a reduzir o preço dos combustíveis para todos os brasileiros, não é só para os caminhoneiros[…] nós não vamos fechar estrada, não temos a intenção de interditar 100% a estrada, mas nós queremos avisar a todos os caminhoneiros do Brasil: ‘não fure bloqueio, não abasteça em nenhum posto do Brasil segunda-feira, o que nós queremos é a redução do óleo diesel'”.

O anúncio foi feito na sexta-feira (18) em nota após o governo federal não atender às demandas apresentadas. “O aumento constante do preço nas refinarias e dos impostos que recaem sobre o óleo diesel tornou a situação insustentável para o transportador autônomo. Além da correção quase diária dos preços dos combustíveis realizada pela Petrobras, que dificulta a previsão dos custos por parte do transportador, os tributos PIS/Cofins, majorados em meados de 2017, com o argumento de serem necessários para compensar as dificuldades fiscais do governo, são o grande empecilho para manter o valor do frete em níveis satisfatórios”.

O Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga (Sinditac) também convocou os caminhoneiros para a paralisação. A categoria afirma que os aumentos frequentes de combustíveis faz com que a categoria perca o planejamento de viagem, “se tornando inviável o nosso trabalho”. //Bocão News



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