13 de março de 2019 às 22:59

Autoridades divulgam nomes de mortos de tragédia em Suzano

 

Os jovens Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, mataram a tiros oito pessoas na Escola Estadual Raul Brasil, de Suzano (SP). Eles cometeram suicídio em seguida, segundo a polícia. O ataque aconteceu por volta das 9h30 desta quarta-feira (13). Em entrevista coletiva, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, João Camilo Pires de Campos, divulgou os nomes das vítimas: 

– Marilena Ferreira Vieira Umezu, coordenadora pedagógica
– Eliana Regina de Oliveira Xavier, funcionária da escola
– Pablo Henrique Rodrigues, aluno
– Cleiton Antonio Ribeiro, aluno
– Caio Oliveira, aluno
– Samuel Melquíades Silva de Oliveira, aluno
– Douglas Murilo Celestino, aluno
– Jorge Antonio de Moraes, comerciante e tio de Guilherme Taucci, morto em um ataque à sua locadora de veículos, antes do ataque à escola

Ao todo, há nove feridos, segundo o secretário.

Tudo teve início antes de os criminosos chegarem à escola. Eles, segundo a polícia, assaltaram uma locadora e fugiram com um carro modelo Onyx de cor branca. No local, foi alvejado e morreu o proprietário, Jorge Antônio Morais, tio de um dos criminosos. Funcionários acionaram a polícia, que passou a buscar o veículo até chegar à escola. Mas o ataque já estava em andamento.

De acordo com o coronel, os atiradores entraram na escola na hora do intervalo. Primeiro, atiraram em uma coordenadora pedagógica e uma supervisora. Depois, se dirigiram ao pátio, onde atingiram quatro alunos de ensino médio. Em seguida, eles foram até o Centro de Línguas. Os alunos que estavam no local se esconderam dentro de uma sala de aula. Os atiradores, então, se suicidaram no corredor em frente ao verem a polícia.

Ainda não se sabe a motivação do crime. Há informações que o autor mais novo foi expulso da escola no ano passado.

O Gate fez uma varredura na escola e encontrou artefatos com aparência similar a de explosivos. A área no entorno da escola está isolada por risco de haver explosivos.

Relatos

“Foi 9h30. Ouvimos disparos. Estava na sala de aula, na hora do intervalo. Pensei que fossem bombas. Quando eu percebi que eram tiros fiquei lá. Só saí quando os policiais chegaram 20 minutos depois”, conta a professora Sandra Perez ao Estadão Conteúdo.

“Meu amigo levou dois tiros. Tem 17 anos. Eu estou no terceiro ano. Estávamos no intervalo. Ouvi os tiros e vi pessoas correndo. Não se mais notícias dele”, disse Matheus Mariano chorando ao Estadão Conteúdo.

Uma das vítimas, Letícia Melo, de 15 anos, estava no intervalo quando levou um tiro de raspão nas costas. O estado de saúde dela é estável, segundo o primo, o autônomo Matheus Henrique Nunes, de 23 anos. “Ela passou de maca por mim e estava acordada. Não falou nada, mas dava para ver que estava assustada”, afirmou ao Estadão Conteúdo.

Segundo o Estadão Conteúdo, após o início do tiroteio na escola, alunos foram abrigados por professores e funcionários em salas de aula trancadas e uma parte dos estudantes recebeu proteção se trancando no estoque da cantina.

A estudante Kelly Milene Guerra, de 16 anos, contou ao Estadão Conteúdo cerca de 60 alunos que estavam com ela dentro da cantina trancada. Ela escutou vários tiros, mas não ouviu os atiradores falarem nada durante o ataque. “Ficamos lá dentro até a polícia chegar, mas não sabíamos o que estava acontecendo e de quem se tratava, então o medo continuou. Eles abriram a porta e mandaram a gente correr o mais rápido possível. Vi uns corpos no caminho”, disse a estudante.

O estudante Lucas Alves, de 16 anos, correu ao ouvir os tiros e pulou o muro atrás da escola. Ele relatou que professores trancaram as salas que só podem ser abertas pelo lado de dentro e abrigaram quem não conseguiu fugir . “Corri sem olhar pra trás”, disse ao Estadão Conteúdo.

A Escola Estadual Professor Raul Brasil tem cerca de 1,6 mil alunos, do sexto ao nono ano do ensino fundamental e ensino médio.

Escola Raul Brasil, em Suzano (Crédito:Reprodução/Google Map)

O governador de São Paulo, João Doria, cancelou toda sua agenda e se dirigiu ao local para acompanhar o trabalho de resgate e atendimento aos feridos.

//Istoé



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