3 de julho de 2018 às 0:31

Candidatos baianos gastarão muito menos na campanha 2018

Na eleição deste ano, os candidatos terão dois fundos públicos para financiar as campanhas

Nas eleições de 2018, as primeiras realizadas apenas com recursos do fundo público de campanha, os candidatos baianos vão ter que ser criativos para adequar os gastos aos limites impostos pela Justiça Eleitoral. Pela tabela divulgada esta semana pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quem for disputar o governo da Bahia poderá gastar até R$ 14 milhões. O valor é 56,51% menor do que foi gasto, por exemplo, por Rui Costa (PT) na campanha de 2014, quando foi eleito governador e declarou uma receita da ordem de R$ 32,19 milhões.

A tabela do TSE prevê que em caso de haver 2º turno na eleição para governador, o valor pode ser acrescido em R$ 7 milhões. Por enquanto, o Palácio de Ondina está sendo disputado por sete pré-candidatos: Rui Costa, que tenta a reeleição; José Ronaldo (DEM), João Santana (MDB), João Henrique (PRTB), Marcos Mendes (PSOL), Célia Sacramento (Rede) e Marcos Maurício (PSDC).

Assim como Rui, o candidato do PSOL, Marcos Mendes, também disputou o governo do estado em 2014. Na época, ele declarou à Justiça Eleitoral despesa e receita de campanha de R$ 20,5 mil – a menor daquele pleito.

Na eleição deste ano, os candidatos terão dois fundos públicos para financiar as campanhas: o fundo eleitoral, orçado em R$ 1,7 bilhão, e o fundo partidário, que soma R$ 888 milhões. Os fundos foram definidos em 2015 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu as doações de empresas e reduziu o montante das doações feitas por pessoas físicas.

Senado

Na tabela de limites de gastos por cargo eletivo divulgada pelo TSE para eleição deste ano na Bahia, os candidatos ao Senado poderão ter despesas de até R$ 4,2 milhões, enquanto os que forem disputar cargo para deputado federal, R$ 2,5 milhões; e para deputado estadual, R$ 1 milhão.

Na eleição de 2014, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) teve a campanha mais cara para o Senado na Bahia. O emedebista, que não conseguiu se eleger, declarou ao TSE uma arrecadação de R$ 7.154.703,59 e gastos de R$ 7.142.503,97.

Já o senador vitorioso Otto Alencar (PSD) ficou em 2º lugar em arrecadação, com receita de R$ 6.313.748,24 e despesa de R$ 6.313.304,93. O cargo da Presidência da República possui limite de gastos de até R$ 70 milhões para o 1º turno das eleições em 2018. Na hipótese de ocorrência de 2º turno, o limite de gastos de campanha deve ser acrescido em mais R$ 35 milhões.



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